Peritos investigam se acidente de comboio se deveu a distração do maquinista

Pelo menos seis pessoas morreram no acidente

Peritos norte-americanos estão a investigar se o maquinista do comboio de passageiros que descarrilou na segunda-feira nos Estados Unidos estava distraído com o treino de um funcionário que seguia na locomotiva, afirmou esta terça-feira uma autoridade local.

O funcionário, que não quis identificar-se por não estar autorizado a falar sobre o assunto, disse à agência Associated Press que os peritos procuram saber se o maquinista "perdeu o controlo da situação" por causa de uma segunda pessoa que estava na cabina.

O comboio de passageiros da operadora de transportes ferroviários Amtrak, que descarrilou na segunda-feira no Estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos, circulava a 128 quilómetros por hora numa zona limitada aos 48 quilómetros por hora, segundo as autoridades.

"Ainda é muito cedo para saber por que motivo" o comboio circulava a essa velocidade (128 quilómetros por hora), disse aos jornalistas Bella Dinh-Zarr, do Gabinete Nacional de Segurança nos Transportes.

A responsável do organismo federal dos transportes norte-americanos acrescentou que a informação sobre a velocidade provem do mecanismo de registo da locomotiva.

O comboio de passageiros descarrilou em plena hora de ponta, cerca das 7:40 (15:40 em Lisboa) num viaduto a 64 quilómetros a sul da cidade de Seattle, no Estado norte-americano de Washington, tendo caído sobre uma autoestrada (I-5).

O veículo, que fazia a ligação entre as cidades de Seattle e Portland, atingiu vários carros que passavam na autoestrada que liga as cidades de Tacoma e Olympia.

Cerca de 78 passageiros e uma tripulação com cinco elementos estavam a bordo do comboio 501, segundo a operadora ferroviária pública Amtrak, esclarecendo que o comboio envolvido no acidente é um modelo pendular de grande velocidade.

Pelo menos seis pessoas morreram no descarrilamento.

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