"Perigosamente incompetentes". Revista médica apela ao fim da administração Trump

Depois da Scientific American, é a vez de o New England Journal of Medicine condenar a resposta dos EUA à pandemia, alegando que os eleitores não podem permitir que os atuais líderes políticos "mantenham o seu emprego".

O New England Journal of Medicine, uma das mais prestigiadas publicações científicas do mundo na área da medicina, publicou um editorial inédito a condenar a resposta da administração de Donald Trump à pandemia de covid-19, pedindo para que os atuais líderes políticos do país não sejam reeleitos.

"Esta crise produziu um teste à liderança. Sem boas opções para combater o novo patogénico, os países foram forçados a fazer escolhas difíceis sobre a forma de responder. Aqui, nos EUA, os nossos líderes falharam esse teste. Pegaram numa crise e tornaram-na uma tragédia", lê-se no editorial, publicado por todos os diretores.

A revista, que começou a ser publicada em 1812, não apoia diretamente um candidato, limitando-se a atacar a atual administração. É apenas a quinta vez que os diretores publicam um editorial conjunto, lank">segundo a CNN, tendo em 2014 escrito um sobre contraceção, outro sobre os padrões de cuidados e um terceiro, que era, na realidade, um obituário de um antigo diretor. Em 2019, escreveram um sobre o aborto. Este é o primeiro sobre eleições.

"Os nossos líderes clamam imunidade pelas suas ações. Mas estas eleições dão-nos o poder de fazer o julgamento. As pessoas razoáveis vão certamente discordar das muitas posições políticas tomadas pelos candidatos, mas a verdade não é liberal nem conservadora", acrescentam os autores.

"No que diz respeito à reposta à maior crise política de saúde do nosso tempo, os nossos atuais líderes políticos demonstraram que são perigosamente incompetentes. Não devemos incitá-los e aceitar a morte de mais milhares de norte-americanos permitindo que mantenham o seu emprego", concluem.

O editorial do New England Journal of Medicine surge depois de outra revista científica, a Scientific American, ter pela primeira vez em 175 anos apoiado um candidato: Joe Biden. "Não o fazemos de ânimo leve", escreveram os diretores num duro editorial anti-Trump publicado online para a edição de outubro da revista (e com um título diferente).

"As provas e a ciência mostram que Donald Trump prejudicou gravemente os EUA e o seu povo - porque ele rejeita as provas e a ciência", escrevem. "As provas e a ciência mostram que Donald Trump prejudicou gravemente os EUA e o seu povo - porque ele rejeita as provas e a ciência", escrevem.

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