Bombista suicida explodiu autocarro da guarda presidencial. 12 mortos

Subiu o número de mortos no atentado desta tarde. Estado de emergência e recolher obrigatório declarados

Uma explosão atingiu esta terça-feira um autocarro que transportava guardas das forças de segurança presidenciais da Tunísia, numa estrada da capital, Tunis.

Fontes das forças de segurança e presidenciais disseram à Reuters que a explosão se tratava de um atentado. Uma fonte da presidência disse à agência noticiosa que era "provável" que o atentado tivesse sido causado por um bombista suicida que seguia a bordo do autocarro.

Morreram pelo menos 12 pessoas e 20 ficaram feridas.

A explosão teve lugar no cruzamento entre duas das principais ruas da capital tunisina, à hora de ponta. A zona já está fechada.

A Tunísia sofreu dois grandes ataques terroristas este ano: 21 pessoas morreram no Museu Bardo em Tunis, em março, e 38 morreram na praia de um hotel tunisino, em junho.Ambos os ataques foram reclamados pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

Estado de emergência e recolher obrigatório decretados

A Presidência da Tunísia anunciou esta noite a instauração do estado de emergência no país e a imposição do recolher obrigatório na área metropolitana de Tunes, a capital.

"Atendendo a este acontecimento doloroso, esta enorme tragédia (...) proclamo nos termos da lei o estado de emergência por 30 dias e um recolher obrigatório na área metropolitana de Tunes a partir das 21.00 até às 05.00 [entre as 20:00 até às 04:00, hora de Lisboa]", declarou o chefe de Estado Béji Caid Essebsi num breve discurso transmitido pela televisão.

O porta-voz da Presidência, Moez Sinaoui, precisou à agência noticiosa francesa AFP que o cessar-fogo estará em vigor "até nova ordem".

Com Lusa

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