Um português ferido no atentado com cinco mortos em Istambul

Ataque fez cinco mortos e 36 feridos. Português estaria na Turquia em trabalho [em atualização]

Pelo menos cinco pessoas morreram e 36 ficaram feridas, sete das quais em estado grave, num atentado suicida que aconteceu este sábado numa rua pedonal em Istambul, na Turquia. Entre os feridos estarão 12 estrangeiros, disse à agência Reuters o ministro da Saúde turco, Mehmet Muezzinoglu.

Um português ficou ferido no atentado e encontra-se a receber tratamento hospitalar, disse o secretário de Estado das Comunidades à agência Lusa.

Segundo o secretário de Estado, José Luís Carneiro, que disse desconhecer a gravidade dos ferimentos, o português que ficou ferido neste atentado encontra-se na Turquia a trabalhar numa empresa portuguesa.

As autoridades portuguesas estão a realizar todas as diligências para que o cidadão português receba o tratamento adequado, bem como para providenciar o seu regresso a Portugal em caso de necessidade, adiantou ainda o secretário de Estado.

As vítimas mortais do atentado são o suicida que se fez explodir e outras quatro pessoas. As informações iniciais davam conta de apenas dois mortos.

As provas já recolhidas no local indicam que a responsabilidade do atentado será dos rebeldes do PKK, Partido dos Trabalhadores do Curdistão, disse à agência Reuters um responsável turco. Alegadamente, o bombista suicida terá sido dissuadido a fazer-se explodir num primeiro momento, por um agente da polícia, que percebeu que o alvo do indivíduo era um grupo de turistas que caminhava pela rua. No entanto, o terrorista acabou por avançar, mesmo sem o alvo inicial.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, garantiu que o país irá continuar a lutar com todas as suas forças contra os ataques terroristas, falando numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo iraniano, que se encontra em visita oficial à Turquia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel já admitiu que há cidadãos do seu país entre os feridos. A agência noticiosa turca Dogan garante que pelo menos três dos feridos têm passaporte de Israel.

Segundo a BBC, o ataque aconteceu na rua Istiklal, que sai de uma das principais praças de Istambul, e onde se situam várias lojas internacionais e centros comerciais, muito frequentada por turistas e residentes. Nesta mesma via encontram-se igualmente as representações diplomáticas de vários países, entre consulados e embaixadas.

Detidos suspeitos do atentado de domingo em Ancara

No dia 13 de março, domingo passado, 37 pessoas morreram em Ancara, a capital da Turquia, num atentado que já foi reivindicado por um grupo radical curdo, os Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), grupo com ligações ao PKK.

Cinco suspeitos foram detidos e acusados de homicídio voluntário já este domingo, devido a alegadas ligações a este ataque, segundo noticiou a agência turca Anatolie.

Os cinco homens, de nacionalidade turca, também foram acusados de "atentado à unidade do Estado e do povo", precisou a agência de notícias pró governamental da Turquia, citando um tribunal de Ancara.

A detenção ocorreu ao mesmo tempo que a força aérea turca continua a bombardear os esconderijos ao proibido partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, separatista), em montanhas junto à fronteira iraquiana. Segundo as forças armadas turcas, 30 aviões participaram nos ataques e que foram atingidas áreas em torno de Sinat, Haftanin e Gaara.

Os oficiais turcos acusam o grupo de agir na frente dos ataques do PKK, que é considerado um grupo terrorista por Ancara e pelos seus aliados ocidentais, depois de ter iniciado uma insurgência contra o estado turco em 1984 com o objetivo de obter maior autonomia para os curdos. O grupo tem bases de apoio no norte do Iraque.

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