246 mortos em sismo de 7,8 no Equador

Presidente declarou estado de emergência. Terramoto causou danos consideráveis em vários locais. Venezuela envia ajuda humanitária

O presidente do Equador, Rafael Correa, atualizou o número de mortos no terramoto que atingiu o país: 246. E declarou que 2527 pessoas ficaram feridas na sequência do sismo de magnitude 7,8 escala de Richter que sacudiu no sábado o oeste do país. Correa declarou estado de emergência em seis províncias e o número de vítimas mortais poderá aumentar.

As autoridades referem que o terramoto causou "danos consideráveis" perto do epicentro, assim como, segundo a Sky News, na maior cidade do Equador, Guayaquil. Cinco helicópteros e 80 autocarros estão a caminho das zonas mais afetadas, transportando quatro mil polícias.

O terramoto, registado às 18:58 de sábado (00:58 de domingo em Lisboa), ocorreu a dez quilómetros de profundidade e com o epicentro a cerca de 173 quilómetros da capital do Equador, Quito, e a apenas 28 quilómetros de Muisne, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial. O terramoto foi dos mais fortes registados nas últimas décadas.

O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico, com sede no Havai, emitiu depois do abalo um alerta para a possibilidade de ocorrência de ondas perigosas em algumas zonas da costa do Equador, mas indicou, mais tarde, que grande parte da ameaça já terá passado.

Devido ao alerta, muitos residentes foram aconselhados a abandonar as zonas costeiras. Também a Colômbia, Costa Rica, Panamá e Peru receberam avisos que a maré poderia eventualmente subir mais do que o normal, segundo o The Guardian.

Cerca de dez mil militares foram colocados nas zonas costeiras e foram preparados cinco abrigos para quem abandonasse as habitações.

Em Guayaquil, uma ponte caiu provocando a morte de um homem, avança a BBC.

Uma das cidades mais afetadas foi Pedernales, que fica perto do epicentro. O presidente da Câmara, Gabriel Alcivar, afirmou, citado pela Sky News, que "não foi só uma casa que colapsou, foi a cidade inteira". O El País escreve que as equipas de socorro ainda não conseguiram chegar à cidade com cerca de 55 mil habitantes e que tem o turismo como a atividade económica mais importante.

Manta e Portoviejo também foram muito afetadas, segundo o jornal espanhol.

O presidente Rafael Correa estava em Itália, tendo interrompido a visita para regressar de imediato ao Equador. Através do Twitter, Correa foi explicando algumas das medidas que estavam a ser tomadas e deixou ainda uma mensagem de condolências para as famílias das vítimas mortais.

Disse ainda que é um "teste doloroso" o que o país está a atravessar, pedindo "calma e união". "Vamos ser fortes, vamos ultrapassar isto", afirmou, citado pela BBC. "Estradas e hospitais podem ser reconstruídos, mas nunca recuperaremos as vidas perdidas. Isso é o que magoa mais", acrescentou.

Venezuela envia avião com ajuda humanitária

Um avião venezuelano carregado com ajuda humanitária aterrou hoje no Equador, no aeroporto da cidade de Manta, próximo da zona mais afetada pelo terramoto que já fez pelo menos 77 mortos, adiantou a agência EFE.

A informação foi avançada pela Presidência do Equador, através da sua conta oficial na rede social Twitter, refere a EFE.

O aeroporto de Manta encontra-se operacional, com uma equipa de emergência. As autoridades já distribuíram milhares de kits de alimentação e garrafas de água. Também foram mobilizados dois hospitais móveis, um para a localidade de Portoviejo, próxima do aeroporto de Manta, e outro para a cidade de Pedernales, mais a norte, junto à costa do Equador.

Um total de 241 profissionais de saúde, entre médicos, paramédicos e membros da Cruz Vermelha do Equador foram mobilizados para estes dois hospitais, segundo as autoridades equatorianas.

(Notícia atualizada às 17:30)

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG