Após 11 horas de reunião, com "gritos e choro", Sánchez demite-se da liderança do PSOE 

Secretário-geral do PSOE diz adeus à liderança após perder votação no Comité Federal do Partido

Depois de onze horas de uma reunião caótica do comité federal do PSOE, Pedro Sánchez apresentou a sua demissão. "Para mim foi um orgulho e um honra", disse o agora ex-secretário geral dos socialistas na hora do adeus.

Tudo se precipitou quando os membros do comité finalmente acordaram votar de mão no ar a proposta de Sánchez que previa a realização de diretas para a escolha do líder seguidas de um congresso extraordinário. Os sanchistas perderam por 132 contra 107 votos.

Na Calle Ferraz, em Madrid, onde se reuniu o Comité Federal, a tensão entre apoiantes de um lado e do outro chegou a gerar alguns confrontos. Entre os que apoiam Sánchez, falava-se após a demissão do líder num "golpe orquestrado [pelo ex-primeiro-ministro] Felipe González".

Tudo indica que agora será nomeada uma comissão gestora que conduzirá os destinos do partido até à escolha de um novo líder.

Ainda antes do desfecho, pelas 18.30 em Madrid (17.30 em Lisboa), um jornalista escrevia no El País: "Em mais de dez horas de reunião houve gritos, choros, tentativas de votação, recolha de assinaturas. A única coisa em que muitos dos presentes estão de acordo é o dano irreparável que tudo isto significa para o partido".

O PSOE vive talvez a pior crise da sua história.

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