Patrick Shanahan recusa ser secretário da Defesa devido a caso de violência doméstica

Presidente dos EUA tem de nomear novo secretário da Defesa depois de o interino ter desistido do cargo devido a alegações de violência doméstica. Agora, diz, quer passar mais tempo com a família.

O secretário interino da Defesa dos Estados Unidos, Patrick Shanahan, recusou ser nomeado oficialmente para o cargo alegando que quer dedicar mais tempo à família. A decisão foi anunciada pelo presidente Donald Trump na rede social Twitter que divulgou ter nomeado de forma interina para o cargo o atual secretário das Forças Armadas Mark Esper.

Este anúncio, apesar da rápida nomeação de um substituto ainda que de forma não final, levanta dúvidas sobre a liderança do Pentágono num momento em que os EUA estão num crescendo de tensão com o Irão, lembra a agência de notícias Reuters.

A decisão de Patrick Shanahan, que assumiu o cargo em dezembro de 2018 após a saída de Jim Mattis, surge depois de das habituais investigações sobre os antecendentes dos candidatos que o FBI faz antes da sua presença nas audiências no Senado para a confirmação da nomeação. Esse trabalho do FBI terá trazido a público alegações de violência doméstica na família de Shanahan envolvendo a sua ex-mulher, o seu filho e o próprio agora secretário interino da Defesa, em 2010.

Donald Trump nomeou agora Mark Esper que já era considerado um dos principais candidatos ao cargo caso Shanahan não fosse nomeado oficialmente para a função. Ao nomear interinamente Esper, o presidente dos EUA disse que o conhece e que não tem "dúvidas de que irá fazer um trabalho fantástico".

Num comunicado após o anúncio de Trump Shanahan e citado pelo canal de televisão CNBC disse ter sido "uma honra e um previlégio ter servido ao lado dos homens e mulheres do Departamento da Defesa". E explicou que "após refletir, decidi desistir da nomeação para Secretário da Defesa. Vou assegurar uma transição tranquila".

Já o USA Today publicou um outro comunicado em que o ex-secretário de Estado interino garantia nunca ter "levantado a mão à minha mulher e cooperei com a investigação que resultou numa queixa contra ele - acusação de que desisti a pensar no que era melhor para mim e para a minha família".

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