Parlamento francês proíbe contratação de familiares de eleitos

Macron prometera medida em campanha, depois de Fillon, candidato nas presidenciais, ter sido acusado de oferecer empregos fictícios remunerados à mulher e filhos

A Assembleia Nacional votou na quinta-feira a proibição de contratação de familiares dos deputados franceses, uma prática que causou polémica na última eleição presidencial, marcada pela contratação da mulher do candidato François Fillon.

A mulher do candidato da direita às presidenciais, bem como os seus filhos, são suspeitos de terem beneficiado de empregos fictícios, tendo sido remunerados como assistentes parlamentares.

Este caso, revelado no fim de janeiro pelo semanário Canard Enchaîné, prejudicou a campanha de François Fillon, que partiu para a corrida eleitoral como favorito, mas acabaria por ser eliminado na primeira volta do escrutínio presidencial (20,1% dos votos).

O candidato foi acusado, a 14 de março, de "desvio de fundos públicos, cumplicidade e ocultação de peculato, ocultação e cumplicidade de abuso de bens sociais".

A interdição aprovada hoje pelo parlamento foi votada pelos deputados por braço no ar, e era uma promessa de campanha de Emmanuel Macron, eleito Presidente.

Ficam interditos os empregos "para a família próxima" - cônjuge, companheiro, pais e filhos e o cônjuge ou parceiro -, sob pena de três anos de prisão e 45.000 euros de multa.

Para a contratação de qualquer outra pessoa do círculo familiar mais afastado (que tenha uma "ligação familiar" ou seja membro ou antigo membro da família), há uma obrigação de declaração, nomeadamente no caso de emprego cruzado, como empregar um colaborador que seja familiar de outro ministro ou outro eleito.

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