Parlamento das Filipinas prolonga lei marcial até final do ano

Presidente Duterte apelou ao parlamento para que votasse o prolongamento da lei marcial

O parlamento filipino votou hoje, com uma maioria esmagadora, o prolongamento até ao fim do ano da lei marcial no sul do país, atingido por um levantamento islâmico.

Os parlamentares responderam de maneira favorável a um apelo do Presidente Rodrigo Duterte para o prolongamento da lei marcial na região de Mindanao, a fim de lutar contra homens armados islamitas, que ocupam regiões do sul do país desde há dois meses.

A decisão, por uma esmagadora maioria, aconteceu quando o exército ainda tenta vencer os combatentes islâmicos localizados em Marawi, a maior cidade muçulmana de um país maioritariamente católico.

Isso não impediu a oposição de criticar esta medida, por considerar que apresenta um risco de deriva autoritária.

Os parlamentares da oposição questionam a necessidade de uma lei marcial sobre o conjunto da região de Mindanao (com dois milhões de habitantes), quando os combates estão confinados unicamente à cidade de Marawi.

A oposição teme uma extensão da lei marcial à totalidade do país.

A 23 de maio, homens armados, que dizem pertencer ao autoproclamado Estado Islâmico (EI), tomaram o controlo de bairros inteiros de Marawi.

Rodrigo Duterte impôs então uma lei marcial de 60 dias nesta região, que terminavam hoje.

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