Oposição diz que situação do presidente Temer é "extremamente grave"

Os partidos que fazem oposição ao Governo do Brasil consideram que a denúncia apresentada pelo procurador-geral contra o Presidente Michel Temer mostra a impossibilidade de o atual executivo se manter.

Líderes partidários que se pronunciaram sobre o caso consideram que a denúncia é "extremamente grave"

O procurador-geral do país, Rodrigo Janot, denunciou Michel Temer por corrupção passiva, tornando-se este o primeiro presidente na história do Brasil a ser formalmente acusado de um crime no exercício de seu cargo.

O senador Humberto Costa, do Partido dos Trabalhadores (PT) e líder da oposição no Senado (câmara alta parlamentar), disse que a queixa contra Michel Temer vem "agravar ainda mais o seu isolamento e a fragilidade do Governo."

"Ouvi que a ideia do promotor é apresentar diversas queixas em tempos difíceis (...) Eu acho que é mais uma coisa que se soma para que o Governo acabe o mais rápido possível", afirmou.

Também no Senado, o líder do partido Rede, Randolfe Rodrigues, disse que espera agora "que os deputados tenham um compromisso com o Brasil", considerando "inaceitável manter um Presidente nesta condição. Nunca na história o mais alto líder do Brasil foi denunciado por algo tão grave."

Para o senador, "será um escárnio à nação brasileira se os deputados não autorizarem o Supremo Tribunal Federal a abrir o processo. Será uma afronta à Constituição e à cidadania brasileira."

José Guimaraes, político do PT e também o líder da oposição na Câmara dos Deputados, disse que "o governo terminou. O país não aguenta nem mais um dia o Governo Temer."

Guimarães defendeu que "já que ele não renuncia, o que seria o remédio menos traumático, precisamos um debate sobre possíveis saídas para a crise institucional e parar tudo o que é relativo a este Governo".

Alessandro Molon deputado do partido Rede, disse que "a queixa de [Rodrigo] Janot é baseada em provas sólidas. É a primeira vez que o Brasil tem um Presidente acusado de corrupção. Isso é algo extremamente grave."

"O próximo passo agora é conseguir aprovar na comissão um parecer favorável à aceitação da denúncia. O Governo vai tentar enterrar a queixa na Câmara dos Deputados, mas terá grande dificuldade, porque ele vai ter que enfrentar a opinião pública cansada de tanta impunidade", sustentou.

Finalmente, Júlio Delgado, deputado federal do Partido Socialista Brasileiro (PSB), referiu a queixa contra um Presidente da República "não tem precedentes" e a Câmara é responsável em autorizar e dar continuidade ao processo contra o Presidente.

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