Onde está a princesa Haya, uma das seis esposas do emir do Dubai?

A princesa Haya, a sexta esposa do emir do Dubai, não é vista em público desde o dia 20 de maio. A imprensa alemã diz que fugiu para a Alemanha, onde pediu asilo. A britânica acrescenta que já está na Inglaterra. Não há confirmação oficial. Nem desmentido.

A imprensa alemã e britânica noticiam que a princesa Haya, a última das seis esposas do xeque Mohammed bin Rashid Maktoum, o emir do Dubai e vice-presidente e primeiro ministro dos Emirados Árabes Unidos (EAU), fugiu com os dois filhos, Jalila, de 11, e Zayed, de 7.

O casamento terá acabado e a princesa quer divorciar-se, por isso, fugiu dos Emirados Árabes Unidos para a Alemanha.

A informação é divulgada pelos media que noticiam a vida das celebridades, como o The Daily Mail e o The Sun (Inglaterra) e Bild (Alemanha), citando amigos e familiares da princesa Haya. O El País diz que fontes diplomáticas dos EAU não confirmam mas também não desmentem.

Haya bint Al Hussein - filha do falecido rei da Jordânia e meia-irmã do atual monarca, Abdullah - terá fugido para a Alemanha, onde requereu asilo, com a ajuda de um diplomata alemão. As autoridades alemãs receberam, também, um pedido de extradição do xeque Rashid Maktoum, pedido esse que recusaram.

A imprensa britânica refere que a princesa já se encontra em Londres, onde aliás estudou, e que fugiu com 35 milhões de euros para refazer a vida. A fortuna do xeque Maktoum está avaliada em quatro mil milhões de euros Tem seis esposas e mais de 20 filhos.

Falhou Ascot, onde era habitual

A última vez que a princesa Haya foi vista em público foi a 20 de maio. E, a semana passada, ao contrário do que era habitual, não apareceu na Royal Ascot, a famosa competição de hipismo de Inglaterra e onde tanto ela como o marido tinham cavalos a competir. Aliás, Rashid Maktoum recebeu prémios da mão da rainha Isabel II. E, desde fevereiro, que não surge nas redes sociais, onde era bastante ativa, como no Instagram.

Já Rashid Maktoum continua a postar conteúdos. E, diz o The Daily Mirror, um poema no instagram do emir do Dubai, que tem vários livros de poesia publicados, há um poema publicado a 10 de junho e que supostamente fala de traição: "Enganou a coisa mais preciosa", "Eu lhe dei confiança e espaço, o seu maior erro foi mentir". Não há confirmação de que foi o xeque a escrevê-lo.

Este caso faz lembrar uma situação semelhante, o ano passado, esta com a filha do emir do Dubai, Latifa Mohammed Maktoum, de 34 anos. Em março do ano passado, tentou fugir do Dubai, o que justificou, numa gravação em vídeo, por querer uma vida livre. Segundo os grupos de ativistas dos direitos humanos, o iate em que fugia foi intercetado na Índia, tendo a princesa sido obrigada a regressar ao Dubai.

No vídeo, divulgado muito depois, disse que ela e a sua família "não tinham liberdade de escolha" nas suas vidas. Também alegou ter sido presa durante três anos e torturada. As autoridades dos EAU negam e garantem que Latifa está em casa com família. O que não convenceu os ativistas, que pediram provas.

Em dezembro, o gabinete do Ministério das Relações Exteriores dos EAU enviou um relatório com imagens de Latifa ao lado de Mary Robinson, ex-Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e ex-presidente da Irlanda, dizendo ter sido tiradas a 15 de dezembro no Dubai. Robinson confirmou, acrescentando que viu uma jovem perturbada e que esta estava a receber tratamentos médicos em casa. O encontro terá sido intermediado, precisamente por Haya, e a ex-dirigente da ONU foi acusada de apoiar Dubai.

Mulher moderna, multifacetada

Haya bint Al Hussein é apresentada no site oficial da cidade do Dubai, como "mulher de muitas facetas". "Esposa e mãe dedicada, ex-atleta olímpica, humanitária, embaixadora da paz da ONU (a primeira mulher árabe), ex-membro do Comité Olímpico Internacional (representou a Jordânia numa competição internacional com 13 anos e foi aos Jogos Olímpicos em 2000), ex-presidente da Federação Equestre Internacional e primeira mulher da Jordânia a ter uma licença para dirigir pesado camiões".

A nível da imprensa internacional tem sido apresentada como mulher moderna e que causou uma revolução na realeza árabe. Licenciou-se em Oxford, onde levava um estilo de vida completamente das princesas árabes, por exemplo, sempre se recusou a cobrir o rosto. Em solteira, também viveu na Alemanha - o que justifica ter ido para este país depois de sair do Dubai.

Quando casou com o xeque Maktoum, Haya apareceu desde o início nos eventos sociais, sobretudo no estrangeiro. E, desde logo, se dedicou a atividades humanitárias. Fundou a primeira ONG de assistência humanitária no Médio Oriente, a Tikyet Um Ali.

Haya, de 45 anos, conheceu Maktoum, de 68, na cidade espanhola de Jérez de la Frontera, durante os Jogos Equestres Mundiais de 2002. Casaram-se dois anos mais tarde, um casamento que a imprensa sublinhou ser por amor, comungando ambos da paixão pelos cavalos. Os órgãos de comunicação árabes referem-se a Haya como "a esposa jovem" do emir, classificando o casal de "par perfeito".

"A filantropia e os doces momentos familiares que partilham connosco, fazem do casal real do Dubai o nosso favorito. Sua alteza o xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, e sua esposa, a princesa Haya bint Al Hussein, casaram-se em 2004, e ainda são claramente muito apaixonados", escrevia a Emirates Woman em outubro.

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