Obama chega à Argentina para relançar relações após anos Kirchner

Presidente dos EUA chegou durante a madrugada e hoje reúne com o homólogo argentino, Maurício Macri.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, chegou hoje à Argentina, para uma visita de dois dias com o objetivo de restabelecer a confiança mútua e a cooperação entre os dois países.

O avião presidencial Air Force One, em que viajava Obama e a sua família, aterrou no Aeroporto Internacional de Ezeiza pelas 01:10 (04:10 em Lisboa), vindo de Havana, Cuba. No aeroporto foi recebido pela ministra dos Negócios Estrangeiros argentina, Susana Malcorra.

"Sempre quis vir à Argentina e finalmente estou aqui", terá dito à "amiga das Nações Unidas". Malcorra foi chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, antes de aceitar ser chefe da diplomacia de Maurício Macri.

Obama vai reunir-se a partir das 10.30 locais com o Presidente da Argentina, Mauricio Macri, e os dois darão uma conferência de imprensa conjunta no final do encontro. Com esta viagem, os dois países pretendem redefinir as relações diplomáticas, abaladas durante os anos da presidência de Cristina Kirchner que colocava a Argentina no bloco da esquerda sul-americana.

"Vai ser uma volta de 180 graus nas relações entre a Argentina e os EUA", escreveu o jornal Clarín.

Para quinta-feira, Obama tem prevista uma homenagem às vítimas da última ditadura militar do país (1976-1983). O presidente norte-americano visitará o Parque da Memória, que lembra os milhares de desaparecidos que deixou a ditadura. A semana passada, os EUA anunciaram ainda que vão desclassificar os documentos secretos norte-americanos relacionados com a ditadura, inicialmente apoiada por Washington.

O Presidente norte-americano e a família permanecerão na Argentina após o fim da visita oficial, numa viagem privada à Patagónia.

Devido aos atentados de terça-feira em Bruxelas, a Argentina decidiu aumentar o nível de alerta de segurança da visita de Obama.

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