O mistério do assassino de gatos na Inglaterra está resolvido

Durante anos as pessoas acreditaram que alguém andava a mutilar e desmembrar gatos. Com mais de 400 casos, a polícia concluiu agora que a maioria foi vítima de atropelamento e depois as raposas faziam o resto

Era um dos mistérios criminais que intrigava a Inglaterra. Durante anos suspeitou-se que alguém, e acreditava-se que fossem humanos, andava a mutilar dezenas de gatos no sul de Londres. No total mais de 400 casos de gatos encontrados decapitados ou mutilados tinham sido relatados às autoridades. Após três anos de investigação, a Scotland Yard desfez o mistério: afinal os atos desumanos foram praticados por raposas mas já numa fase em que os gatos estavam mortos vítimas de atropelamentos na maioria das situações.

Concentrada em Croydon, uma comunidade ao sul de Londres, daí ter ficado conhecido como o Croydon Cat Killer (O assassino de gatos de Coydon), a investigação incluiu exames post-mortem de carcaças de gatos encontradas na área e envolveu grupos de proteção animal e veterinários.

No final, os polícias concluíram que os animais não foram, pelo menos intencionalmente, mortos por pessoas - em muitos dos casos os gatos podem ter sido atropelados por veículos e depois o aspeto de "morte violenta" ficava dever-se à ação posterior de outros animais, apontando as raposas como os principais suspeitos. O famoso assassino de gatos de Croydon, já a ganhar fama, afinal não existe.

As raposas são comuns em Londres e podem ser vistas em alguns parques das cidades, sobretudo à noite, Calcula-se que existam cerca de dez mil na região da capital inglesa.

Christina Cansick, moradora em Croydon, disse que a resolução do mistério foi um alívio. "Imaginávamos que havia um assassino em série que saía a meio da noite e decapitava os nossos animais de estimação", disse. A ideia instalou-se já que os animais eram encontrados frequentemente decapitados ou desmembrados. "Tem sido muito traumatizante para os donos de animais", disse Cansick. "Havia um completo frenesim, em busca de uma explicação."

Amanda Pearson, da Polícia Metropolitana, apontou que a investigação foi demorada porque exigiu uma "enorme carga de trabalho". Além dos exames post-mortem, as imagens de videovigilância obtidas em alguns casos mostraram raposas levando as partes de corpos dos gatos. A polícia também procurou a opinião de especialistas, tendo em conta um artigo recente da New Scientist que destacava a frequência em que animais removiam partes de outros animais mortos nas estradas, vítimas de atropelamentos. Um estudo feito por uma organização de proteção animal chegou à mesma conclusão após investigar 25 casos de animais mortos.

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