Cameron: "O meu único desejo é o sucesso contínuo deste país que tanto amo"

Cameron desejou boa sorte a Theresa May, agora primeira-ministra britânica, nas negociações sobre o "Brexit"

No seu último dia à frente do governo britânico, David Cameron foi recebido pela rainha Isabel II para apresentar a sua resignação formal (depois ter anunciado que o faria face à vitória do "Brexit", no referendo de dia 23 de junho). Sucede-lhe Theresa May, anterior ministra do Interior, eurocética e discreta apoiante da campanha da "permanência" do Reino Unido na União Europeia.

"O meu único desejo é o contínuo sucesso deste grande país que tanto amo", sublinhou o agora ex-primeiro-ministro britânico, na última declaração no número 10 de Downing Street. Cameron disse ainda que o seu cargo na liderança do Executivo foi a "maior honra da sua vida."

Ao dirigir-se à sua sucessora, Theresa May, desejou-lhe sorte nas negociações sobre a saída do país da UE e garantiu que a futura primeira-ministra garantirá a liderança "forte e estável" que o país necessita.

Cameron exprimiu também satisfação pela melhoria da situação económica do país e reduzido o défice quando chegou ao poder em maio de 2010, e recordou o aumento do emprego. Mencionou ainda como importantes legados o casamento homossexual e a contínua contribuição económica do Reino Unido aos países em vias de desenvolvimento.

"Eu fui o futuro, outrora"

Antes, o antigo primeiro-ministro britânico presidira à sua última sessão no Parlamento, durante a qual dirigiu a si próprio a frase famosa que disse um dia ao ex-chefe do governo trabalhista Tony Blair: "Eu fui o futuro, outrora".

Famosa no léxico político do Reino Unido, a frase foi proferida por Cameron na sua primeira sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro, há 11 anos. Recentemente eleito líder da oposição conservadora, Cameron troçou de Blair: "Eu quero falar do futuro. Ele foi o futuro, outrora".

Seis anos depois de se tornar o primeiro-ministro mais novo do Reino Unido em 200 anos, David Cameron deixa a chefia do governo com a sombra da iminente saída do país da União Europeia, um fim abrupto da sua carreira política.

A sua sucessora, Theresa May, é a segunda mulher à frente do governo britânico desde Margaret Thatcher. May torna-se hoje a 13.ª chefe de um Governo no reinado de Isabel II, que subiu ao trono em 1952.

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