Falhou o aviso de emergência? Mortes na Guatemala sobem para 99

Oposição pede investigação ao presidente da agência de emergência para perceber se houve negligência no aviso das populações

O vulcão Fogo já matou 99 pessoas. À medida que o número de vítimas da erupção de domingo no sul da Guatemala sobe, começa a procurar-se se há responsáveis pela dimensão que a tragédia assumiu. A oposição guatemalteca parece acreditar que sim e aponta já o dedo ao presidente da agência de resposta a emergência (Conred).

Segundo argumenta Mario Teracena, uma figura respeitada da oposição, o governo devia investigar se houve negligência criminal, por atraso no aviso às populações, escreve a BBC.

Isto porque os peritos em vulcanologia terão avisado os responsáveis do Conred para a necessidade de evacuar a área próxima do vulcão Fogo, nas primeiras horas de domingo, devido ao aumento da atividade sísmica e e o aumento de fluxos de matéria vulcânica.

A questão é que a Conred não agiu de imediato e justifica-se que os peritos não foram conclusivos o suficiente para a necessidade de acionarem os mecanismos de evacuação em massa.

Das 99 vítimas mortais, 28 foram já identificadas, anunciou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Ciências Forenses.

Erupções subsequentes e as altas temperaturas das rochas e lama têm dificultado as buscas por pessoas que estão desaparecidas.

Mais de 1,7 milhões de pessoas foram afetadas pela erupção do Fogo e mais de 3000 tiveram de ser retiradas das suas casas.

As autoridades calculam que mais de 150 pessoas ainda estão desaparecidas, provavelmente entre os escombros ou soterradas nas suas casas.

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