Nicolas Sarkozy anuncia que é candidato às presidenciais de 2017

Antigo presidente francês volta a candidatar-se ao Eliseu depois de ter sido derrotado em 2012 por François Hollande

Nicolas Sarkozy, atual líder do partido de centro-direita Les Républicains (Os Republicanos), anuncia que é candidato às eleições presidenciais francesas num livro que chega às livrarias na próxima quarta-feira em França.

A notícia é avançada pelo jornal Le Figaro, que refere que o título da obra de Sarkozy é Tout pour la France - Tudo pela França, numa tradução literal. A informação foi confirmada também pelo gabinete do antigo presidente francês e o próprio partilhou no Twitter um excerto do prólogo do livro onde revela que será candidato à eleição presidencial. "Senti que tinha a força para travar este combate num momento tão tormentoso", refere.

Os militantes do partido Os Republicanos votam no próximo mês de novembro para decidir quem será o candidato do partido às presidenciais, marcadas para 23 de abril e 7 de maio de 2017.

Para ser candidato ao Eliseu, e de acordo com as regras em vigor, Sarkozy terá de abdicar da liderança do partido até ao dia 26 de agosto, de forma a poder inscrever-se para disputar as primárias até 9 de setembro; no passado mês de julho, o ex-presidente já admitira que o conselho nacional d'Os Republicanos seria o último em que participava como líder.

Sarkozy, que foi presidente da França entre 2007 e 2012, já tinha por várias ocasiões sugerido que poderia voltar a candidatar-se ao Eliseu, ainda que Alain Juppé, ex-primeiro-ministro e atual presidente da autarquia de Bordéus, seja considerado um rival de peso nas primárias do partido. O antigo chefe de Estado, de 61 anos, foi derrotado nas presidenciais de 2012 por François Hollande, o atual presidente.

Apesar de ainda não ser oficialmente candidato, Sarkozy tem viajado pelo país nos últimos meses, fazendo discursos e assinando cópias do livro de memórias que publicou no início do ano, intitulado La France pour la vie (França para sempre, em tradução livre). Já Juppé, tem criticado o facto de o adversário explorar a sua posição como líder partidário. "Ele tem semeado a confusão entre o Sarkozy, líder partidário, e o Sarkozy, candidato às primárias", afirmou o ex-primeiro-ministro, de 70 anos.

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