Nem dando terrenos há gente para ir para esta ilha

Há escola, clínica, biblioteca e supermercado, mas só é possível chegar lá de barco, e apenas de três em três meses.

O governo da ilha Pitcairn, no Pacífico sul, está a oferecer terrenos aos novos imigrantes, mas nem assim há gente para ir viver neste território ultramarino britânico situado na Polinésia. Atualmente, há menos de 50 habitantes na ilha e as últimas notícias que chegaram de lá não foram boas.

Minúscula e praticamente inacessível, a ilha Pitcairn esteve nas notícias internacionais à conta de um julgamento por abuso sexual de menores, que envolveu um antigo presidente local, Michael Warren, que foi sentenciado a 20 meses de prisão depois de condenado por possuir mais de mil imagens e vídeos de pornografia infantil.

E este nem foi o primeiro escândalo do género. Já em 2004, a ilha tinha sido abalada por um caso semelhante quando sete dos 12 homens da ilha foram acusados de 55 crimes sexuais.

Desde então que as autoridades de Pitcairn tentam captar novos habitantes para a ilha, mas não é fácil. Nem oferecendo terrenos. Segundo o crítico do site Condé Nast Traveler, houve apenas uma candidatura ao programa de repovoamento da ilha.

Com paisagens paradisíacas, esta ilha, de origem vulcânica, tem escola, posto médico, supermercado, biblioteca e até museu. Além disso, há internet, televisão e telefone (telemóvel só por mensagens e com um registo antecipado). Só que para lá chegar é preciso apanhar um barco no Tahiti, que demora 36 horas a chegar ao destino e que só faz essa viagem apenas de três em três meses.

A única povoação da ilha de Pitcairn é Adamstown, com cerca de 4,6 quilómetros quadrados. O território foi povoado pelos marinheiros revoltosos do navio inglês HMS Bounty, que se amotinaram contra o comandante, William Bligh, em 1789

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