Negócio dos hotéis de Trump viola constituição? Processo interposto por democratas avança

Juiz autorizou uma ação judicial referente à proibição que existe de os presidentes aceitarem presentes e outros benefícios de governos estrangeiros. Em causa está, nomeadamente, o seu hotel em Washington.

Um juiz federal deu luz verde à ação judicial interposta por 200 democratas contra o presidente norte-americano, Donald Trump, que acusam de violar a Constituição ao manter negócios com governos estrangeiros apesar de estar na Casa Branca, ao aceitar pagamentos de entidades estrangeiras nos seus hotéis e negócios sem a autorização do Congresso.

Segundo a cláusula sobre emolumentos na Constituição dos EUA, responsáveis federais estão proibidos de aceitar presentes e outros benefícios de governos estrangeiros sem o "consentimento" do Congresso. Vários negócios de Trump (dos quais ainda é proprietário, apesar de não ser responsável pela gestão), nomeadamente o seu hotel em Washington D.C, foram palco de vários eventos de embaixadas estrangeiras e acolheram responsáveis internacionais.

A ação judicial foi aberta em junho de 2017 e é a terceira contra Trump sobre emolumentos - já há outros dois (um deles à espera da decisão de recurso). E há ainda uma investigação relacionada com a sua fundação de caridade e um processo de difamação, aberto por uma antiga concorrente do Apprentice (que era apresentado pelo agora presidente).

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