"Não tinha medo e premi o gatilho". Mulher que disparou na própria cabeça conta a sua história

Americana já fez quase cinquenta operações e ainda vai fazer mais. Agora, espera que o relato do sucedido possa ajudar outros

Christen McGinnes, de 46 anos, vivia uma "vida feliz, rodeada de amigos", com um "trabalho que adorava" e era "a melhor amiga da avó". Isto tudo até 2009. Depois, tudo mudou e, em 2010, decidiu acabar com a vida. Pegou num revólver e disparou na própria cabeça. Sobreviveu, ainda que metade da cabeça se tenha desfeito. Hoje, após quase 50 cirurgias - e mais a esperam - diz que já não tem "raiva nem depressão". E faz questão de contar a sua história, num vídeo que carregou no YouTube.

"Até 2009, tinha uma vida feliz, com muitos amigos. Amava o meu trabalho e era melhor amiga da minha avó. Então, de repente, tudo foi para o inferno. Perdi o emprego, a minha avó morreu e tinha acabado de me mudar com o meu namorado, que depois acabou comigo. Perdi todas as minhas poupanças e comecei a beber muito", afirmou Christen McGinnes à Barcroft TV, citada pelo jornal britânico Independent.

A mulher partilha a sua história na esperança que possa ajudar outros que sofram de depressões e pensamentos suicidas.

Em 2010, numa manhã, logo às 7:00, pegou num revólver de calibre 9 milímetros e disparou. Quem lhe salvou a vida foi a pessoa com quem partilhava a casa, que depressa a socorreu. "Não era suposto ele estar em casa", diz Christen.

"Estava calma pela primeira vez em meses. Não tinha medo de morrer e então premi o gatilho", acrescentou.

Christen McGinnes teve três semanas em coma e a bala destruiu o lado direito da sua face, do olho ao queixo, um terço dos dentes e a língua. Também o nariz ficou estilhaçado.

A mulher trabalha agora num centro de saúde mental da Virginia, EUA, e tenta ajudar outras pessoas que sofram de doenças ou problemas psicológicos.

"Ao falar do suicídio e ao admitir que estive lá, outros podem saber que não estão sozinhos", frisou.

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