Foi às compras com véu integral e vai pagar 134 euros de multa

A lei entrou em vigor na Dinamarca no primeiro dia de agosto. Uma cliente não gostou de ver outra a envergar um véu integral e quis que o retirasse. A polícia chegou e multou a muçulmana em 134 euros

Uma mulher que cobria o rosto com um niqab foi fazer compras para o centro comercial de Horsholm (nordeste da Dinamarca) e gastou mais 134 euros do que pensava. É que a lei dinamarquesa que proíbe o uso do véu integral foi recentemente implementada e agora a população islâmica não pode mais usar esta parte da roupa habitual nos seus países de origem na Dinamarca. Resultado: a polícia dinamarquesa já passou a primeira multa, no valor de 134 euros, esta sexta-feira.

A medida entrou em vigor no primeiro dia de agosto e não é pacífica, nem entre as muçulmanas nem entre as não muçulmanas. Foi o que se passou na Dinamarca, onde a polícia agiu após ter conhecimento de um confronto entre a mulher que acabou multada e uma outra que queria que ela retirasse o véu que lhe cobria quase totalmente o rosto. Só que nesse confronto físico, a segunda mulher foi capaz de lhe retirar o niqab num primeiro momento mas quando a polícia chegou ao local ela já o tinha reposto.

A mulher multada tem 28 anos e foi fotografada pela polícia envergando o niqab, tendo também recolhido as imagens dos videos de segurança do centro comercial que documentavam a atuação da polícia, bem como o momento em que era informada de que iria receber a multa no valor de mil coroas pelo correio. Em seguida, a polícia perguntou-lhe se queria manter-se no espaço comercial sem o véu ou se pretendia abandoná-lo, tendo a mulher escolhido a segunda opção.

A nova lei tem sido criticada pelos defensores dos direitos humanos, justificando que não facilita a inclusão dos imigrantes muçulmanos no país, mas a legislação é muito clara e com valores que podem ser dez vezes mais elevados, podendo atingir um máximo de 11 340 euros. A França foi o primeiro país a tomar estas medidas contra o uso do niqab em espaços públicos desde abril de 2011, a que se seguiram países como a Bélgica, a Alemanha e a Ástria. Uma lei ratificada pelos juízes do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e que já contabiliza mais de milhar e meio de multas.

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