Mortos, feridos e multinacionais paradas

Tremor de terra em Osaka causa pelo menos três mortos e 91 feridos. Grandes empresas obrigadas a suspender a produção

Pelo menos três pessoas morreram e 91 ficaram feridas na sequência de um sismo de magnitude 6,1 na escala de Richter que atingiu hoje a região oeste do Japão, segundo um novo balanço das autoridades locais. O tremor de terra afetou também a produção de fábricas de grandes companhias multinacionais.

A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres adiantou que o número de feridos subiu para 91 e que três pessoas morreram, uma criança de nove anos e dois homens, na casa dos 80. O sismo provocou incêndios, derrubou muros e danificou algumas estradas e canalizações de água. Dezenas de voos dentro e fora de Osaka foram suspensos, assim como os serviços de comboio e metro. A agência meteorológica do país tinha ao início da manhã declarado que o sismo tinha uma magnitude de 5,9, mas cerca de duas horas depois atualizou o valor para 6,1.

O sismo registou-se às 07.58 locais (23.58 de domingo em Lisboa) e teve o seu hipocentro a dez quilómetros de profundidade da província de Osaka, na ilha de Honshu, a maior do arquipélago nipónico, e a 500 quilómetros a oeste de Tóquio. De acordo com a agência meteorológica do país, o abalo não levou à ativação do alerta de tsunami.

O abalo afetou uma zona industrial importante, obrigando, por exemplo, a Panasonic a suspender a produção em três das suas unidades, à semelhança do que fez a Daihatsu, que faz parte do grupo Toyota, que também parou as suas fábricas em Osaka e Quioto, para investigar possíveis danos nas estuturas dos edifícios. Honda, Mitsubishi, Sharp, Kubota e Daikin foram outras marcas que se viram obrigadas a parar de forma temporária a produção, por razões de segurança.

O Japão está localizado no chamado Anel de Fogo, uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo.

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