Ministro francês diz que coronavírus evidencia "dependência irracional" da China

Bruno Le Maire, o ministro francês da Economia e das Finanças, diz que a epidemia exige novas respostas aos desafios da globalização.

"A epidemia do coronavírus é um ponto de viragem para a globalização" que vai exigir um repensar das redes globais de abastecimento, especialmente nas indústrias da saúde, medicina e automóvel, disse o ministro das finanças francês durante uma visita a Atenas.

Para Bruno Le Maire o surto evidenciou uma dependência "irresponsável e irracional" da China. "Não podemos continuar a depender da China para 80% a 85% dos ingredientes ativos farmacêuticos", disse o antigo diplomata.

Alertou também que o abrandamento industrial resultante na China vai ter um "impacto direto" no reabastecimento industrial.

O ministro francês disse que o vírus que matou quase 2.600 pessoas em todo o mundo vai afetar o crescimento global e europeu e terá um impacto nas viagens, dado o número de turistas chineses para a Europa. Só a França atrai mais de 2,5 milhões de visitantes chineses por ano, uma parte "importante" do setor turístico francês, disse Le Maire.

Até agora, em França, uma pessoa morreu do covid-19 até agora, um turista chinês. Onze pessoas foram hospitalizadas, das quais dez já recuperaram.

Na segunda-feira, um autocarro que chegou à cidade francesa de Lyon, vindo de Milão, ficou preso durante várias horas por receio de um caso de infeção a bordo. A capital industrial de Itália está no centro do maior surto do novo coronavírus na Europa.

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