Ministro do Iémen sugere fechar as escolas para crianças poderem combater

A Unicef estima que quase 500 escolas tenham sido destruídas durante a guerra ou transformadas em abrigos ou centros de comando

Um ministro do governo rebelde do Iémen sugeriu fechar as escolas para professores e crianças poderem combater na guerra que divide o país desde 2015.

Hassan Zaid, ministro da Juventude e do Desporto do governo dos rebeldes xiitas Houthi, apoiado pelo Irão, sugeriu no Facebook que alunos e professores podem ser armados para reforçar a frente de batalha e vencer a guerra que os opõe à coligação militar liderada pelos sauditas, avança o jornal britânico Guardian. A sugestão foi imediatamente criticada por muitos na rede social.

O Iémen é palco de uma guerra que opõe os rebeldes xiitas Houthi ao governo de Abedrabbo Mansour Hadi, reconhecido internacionalmente e apoiado por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita, com a bênção política dos EUA. A guerra civil já fez mais de 8 500 mortos, incluindo 155 crianças.

Os rebeldes detêm a capital Sanaa e controlam vastas regiões, nomeadamente no norte do país, tendo nas últimas semanas enfrentado uma greve de professores nas suas áreas, o que causou um atraso de duas semanas na abertura do ano escolar. Desde que o governo do Iémen tomou controlo dos fundos do banco central deixou de pagar à maioria dos funcionários públicos nas áreas dos Houthi e os professores queixam-se que não recebem há quase um ano.

A Unicef estima que quase 500 escolas tenham sido destruídas durante a guerra ou transformadas em abrigos ou centros de comando.

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