Ministra ucraniana decide ficar em quarentena com repatriados da China por solidariedade

Depois dos protestos nas ruas com a chegada dos quarentenários regressados da China à Ucrânia, a ministra da Saúde decidiu acalmar o povo ao decidir ficar também ela própria de quarentena.

A ministra ucraniana da Saúde, Zoriana Skaletska, decidiu ficar em quarentena com os repatriados da China, devido ao novo coronavírus, após a chegada de 45 compatriotas e 27 estrangeiros, a maioria da América Latina. O ingresso deste grupo causou pânico e violência em Novi Sanzhari, cidade que iria recebê-los.

"Tomei a decisão de acompanhar as pessoas em observação. Passarei os próximos 14 dias com elas, no mesmo prédio e nas mesmas condições. Espero que minha presença acalme [o povo] de Novi Sanzhari e o restante do país", escreveu Zoriana no Facebook na noite de quinta-feira.

A ministra disse ter ficado impactada "pelo pânico e pela rejeição, negatividade e agressões" em relação aos evacuados. "Estas pessoas são nossas compatriotas. Vivemos no mesmo país e temos de cuidar da nossa saúde", acrescentou.

Ucranianos reagem com violência à chegada dos quarentenários

Esta quinta-feira, centenas de moradores de Novi Sanzhari bloquearam uma estrada e enfrentaram a polícia num protesto contra a chegada deste grupo repatriado do país asiático para esta pequena localidade do interior da Ucrânia.

Escoltados pelas autoridades, os autocarros com os quarentenários - alguns com as janelas quebradas pelas pedras jogadas por manifestantes - conseguiram entrar no centro médico.

Para acalmar a tensão, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, declarou esta quinta-feira que todas as medidas de precaução foram tomadas. Segundo ele, os membros do grupo permanecerão "completamente isolados" da população local.

Nenhum caso de coronavírus foi registrado na Ucrânia, ou na América Latina, até o momento.

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