Michael Cohen exige milhões a Trump

Ex-advogado pessoal de Donald Trump, condenado a três anos de prisão, afirma que a empresa do presidente deve 3,4 milhões de euros em honorários e instaurou ação judicial.

Michael Cohen, o ex-advogado pessoal do presidente dos EUA, processou esta quinta-feira a Organização Trump, tendo alegado que esta se recusou a pagar-lhe milhões de dólares em honorários e custos relacionados com o seu trabalho. Na queixa apresentada no Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque, em Manhattan, Cohen disse que a Organização Trump parou de lhe pagar em maio passado, após tornar-se claro que ele iria cooperar com várias investigações relacionadas com o seu trabalho.

As investigações incluem a do procurador especial Robert Mueller sobre a influência russa na eleição presidencial norte-americana de 2016, bem como outras do Congresso. Cohen disse que a Organização Trump deve-lhe pelo menos 3,8 milhões de dólares (3,4 milhões de euros), e que a falta de pagamento violou um acordo de reembolso que antecedeu a sua cooperação.

A ação foi instaurada num momento em que Cohen, de 52 anos, foi sido ouvido pela Comissão de Fiscalização do Congresso e se prepara nesta primavera para começar a cumprir uma pena de prisão de três anos após a confissão de culpa por violações de financiamento da campanha eleitoral.

Estas incluíam pagamentos secretos à atriz pornográfica Stormy Daniels e à ex-modelo da Playboy Karen McDougal, para estas não revelarem os encontros sexuais com Trump. Encontros que o presidente nega, tal como nega as alegações de que a sua equipa da campanha tenha conspirado com Moscovo.

De acordo com a queixa, Cohen empregou sete escritórios de advocacia no ano passado em processos relacionados com Trump e não foi pago. Segundo o advogado que durante anos foi o homem que tratava dos assuntos pessoais de Trump, 1,9 milhões de dólares são de honorários e custas legais e outro tanto relaciona-se com o seu próprio caso criminal.

Cohen, que completou na quarta-feira as audiências na Comissão de Fiscalização do Congresso, sobre as atividades de Trump, chamou o presidente dos EUA de "vigarista", "trapaceiro" e "racista", mas não revelou nenhuma prova de que Trump ou a sua campanha tenha estado em conluio com Moscovo nas eleições de 2016.

Cohen tentou perdão de Trump

O advogado de Michael Cohen, Lanny Davis, afirmou entretanto que Cohen estava aberto à possibilidade de um perdão presidencial nos meses que se seguiram às buscas realizadas pelo FBI. "Nessa altura, ele deu indicações ao seu advogado [na altura Stephen Ryan] para explorar as possibilidades de um perdão, ora junto do advogado de Trump Rudy Giuliani, ora com outros advogados conselheiros do presidente", disse Davis numa história revelada pelo Wall Street Journal.

Esta declaração entra em contradição com o testemunho de Cohen na Comissão do Congresso, onde afirmou sob juramento que nunca pediu nem aceitaria um perdão presidencial.

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