Marine Le Pen critica "frente republicana podre" à volta de Macron

A candidata presidencial disse ainda que a sua campanha vai continuar a ser "no terreno, com o povo francês"

A candidata de extrema-direita Marine Le Pen criticou esta segunda-feira a "frente republicana podre" que se "tenta unir" à volta do seu adversário na segunda volta das presidenciais francesas, o pró-europeu e favorito Emmanuel Macron.

"A velha frente republicana podre, que mais ninguém quer, que os franceses afastaram com uma violência invulgar, tenta unir-se à volta de Macron. Quase me apetece dizer ainda bem", declarou Le Pen, numa visita a um mercado em Rouvroy, no norte de França.

A "frente republicana" é a expressão utilizada normalmente para designar os responsáveis políticos de qualquer quadrante que defendem um bloqueio da extrema-direita seja qual for o candidato que enfrente.

A maioria da classe polícia francesa, quer à esquerda, quer à direita, apelou ao voto em Macron contra a candidata da Frente Nacional logo que foram conhecidos no domingo os resultados da primeira volta das presidenciais.

A extrema-direita espera, no entanto, conseguir votos nas fileiras de A França Insubmissa, liderada pelo tribuno da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon que, depois de um significativo resultado, não deu indicação de voto para a segunda volta.

Os soberanistas que votaram em pequenos candidatos e a franja mais conservadora da direita também lhe podem trazer votos.

Le Pen assegurou não ter ficado dececionada com o seu resultado na primeira volta (21,43% segundo os últimos resultados), atrás de Macron (23,75%).

"Somos competidores cheios de esperança e dinamismo", disse.

"Vim para iniciar esta campanha da segunda volta da única forma que sei, ou seja, no terreno, com o povo francês, para chamar a sua atenção para questões muito importantes, hoje a do terrorismo islâmico", adiantou, acusando o seu adversário de ser "fraco" em relação ao assunto.

Após uma primeira votação marcada por uma participação em massa dos franceses, de perto de 80%, a campanha para a segunda volta das presidenciais francesas, a 7 de maio, iniciou-se hoje.

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