Manifestantes anti-imigração desafiam proibição em Calais e acabam em confrontos com polícia

Manifestantes que gritavam conta os refugiados foram alvo de uma carga policial

Cerca de 150 manifestantes anti-imigração juntaram-se hoje na cidade portuária francesa de Calais (norte) para um protesto, proibido pelas autoridades, convocado pelo movimento xenófobo alemão PEGIDA, envolvendo-se em confrontos com a polícia.

Os manifestantes reuniram-se em frente da gare de Calais, no centro da cidade, gritaram frases como "Esta é a nossa casa" e "Jornalistas colaboradores" e entoaram o hino de França brandindo bandeiras francesas.

A polícia lançou apelos para que desmobilizassem, mas perante a continuação do protesto avançou para uma carga policial, recorrendo a bastões e a gás lacrimogéneo, segundo um jornalista da agência France Presse no local.

Cerca das 13:45 locais (12:45 em Lisboa), pelo menos 10 manifestantes tinham sido identificados pela polícia, algemados e colocados num autocarro.

O ramo francês do PEGIDA, movimento de extrema-direita alemão criado no outono de 2014, tinha pedido autorização para se manifestar hoje em Calais, cidade em cujos arredores vivem cerca de 3.700 migrantes, à espera de uma oportunidade para atravessar clandestinamente o Canal de Mancha e chegar ao Reino Unido.

Mas na quarta-feira, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, anunciou a proibição de todas as manifestações em Calais suscetíveis de provocar "perturbações da ordem pública".

O PEGIDA, acrónimo alemão de "Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente", convocou para hoje manifestações em várias cidades europeias com o lema "Europa Fortaleza".

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