Mais um milionário chinês está desaparecido

Zhou Chengjian é o 65º homem mais rico da China e ninguém sabe do seu paradeiro desde a noite passada

São 35 os empresários chineses ricos que, durante os últimos meses, se encontram em parte incerta e incontactáveis. Ontem, Zhou Chengjian juntou-se a esta lista. O desaparecimento do presidente de uma conhecida empresa de moda foi divulgado na noite passada e suspeita-se que esteja relacionado com a campanha anticorrupção levada a cabo pelo governo chinês.

Membros da Metersbonwe, a empresa que lançou Zhou Chengjian para o sucesso, afirmam que não conseguem entrar em contacto com o presidente desde a noite de quinta-feira, nem com a secretária do conselho de administração da firma. Segundo a CNBC, a Metersbonwe está agora a investigar as notícias que indicam que o empresário está sob custódia da polícia.

Segundo a Hurun, uma publicação chinesa que divulga a lista dos mais ricos anualmente, Zhou Chengjian tinha, em 2015, a 65º maior fortuna da China. A empresa de vestuário que criou em Xangai tem sido comparada à H&M por empresários do sector, por vender roupas para jovens a preços acessíveis. A marca tem agora cerca de cinco mil outlets e lojas espalhados pelo país e rendeu a Zhou Chengjian uma riqueza líquida estimada em 4.1 mil milhões de dólares, de acordo com a mesma publicação.

As ações da empresa estão suspensas desde a noite passada "para proteger os interesses dos investidores", conforme comunicado.

O desaparecimento de empresários chineses chamou a atenção dos meios de comunicação portugueses quando, em dezembro do ano passado, Guo Guangchang - fundador da Fosun e dono da Fidelidade - esteve em parte incerta e incontactável durante mais de 24 horas.

Na altura, as ações da empresa também foram suspensas e circularam rumores de uma possível detenção por parte da polícia.

Guo Guangchang reapareceu afirmando que esteve a colaborar com uma investigação policial.

Segundo a imprensa asiática, as autoridades chinesas têm investigado o setor financeiro nacional para combater a corrupção e explicar as alterações no mercado das bolsas que afetaram o mercado mundial durante o ano passado.

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