Mais de 68 mil pessoas forçadas a sair de Mossul 

As estimativas indicam ainda que mais de um milhão de pessoas estão retidas em Mossul desde o início da ofensiva contra o Estado Islâmico

Mais de 68 mil pessoas foram forçadas a sair de Mossul desde o início, há cinco semanas, da ofensiva para reconquistar a segunda maior cidade do Iraque ao grupo extremista Estado Islâmico (EI), disse hoje a ONU.

"Atualmente há 68.550 deslocados e precisam de assistência humanitária", indicou o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) em comunicado.

O OCHA sublinhou ser cada vez mais difícil responder às necessidades humanitárias, dadas as diferentes situações dos civis.

"As necessidades humanitárias são muito importantes para as famílias deslocadas no interior e no exterior dos campos, as pessoas vulneráveis nos setores reconquistados e para aquelas que fogem dos violentos combates na cidade de Mossul", acrescentou.

A maioria das estimativas indica que mais de um milhão de pessoas estão retidas em Mossul, mas as autoridades desconhecem números exatos depois de mais de dois anos de ocupação extremista.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari, declarou à imprensa em Budapeste que o número de deslocados é "menor do que o esperado e que as autoridades deviam ser capazes de gerir este fluxo".

No início da ofensiva, a 17 de outubro, a ONU apontava para 200 mil deslocados.

As forças iraquianas enviaram, até agora, mensagens à população de Mossul para que se mantenha em casa e não fuja através das linhas da frente, apesar de a presença de civis diminuir a capacidade de recorrer a armas pesadas contra os extremistas.

"Não há vias seguras para fugir da cidade e os civis são confrontados com uma escolha difícil: ficar nas suas casas e ser apanhado entre o fogo adverso ou correr o risco de fugir", disse a porta-voz do Conselho para os Refugiados Norueguês, Becky Bakr Abdulla.

O número limitado dos deslocados de Mossul ajudou as organizações humanitárias a gerir o seu fluxo e a responder às suas necessidades. A maioria foi instalada em campos, cuja capacidade de acolhimento ronda perto de meio milhão de pessoas, indicou a ONU.

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