Mais de 60 pessoas continuam desaparecidas em Beirute

Violenta explosão que devastou a capital do Líbano há quatro dias matou 154 pessoas. Pelo menos 120 feridos continuam em estado crítico.

Mais de 60 pessoas continuam desaparecidas em Beirute, revelou este sábado um funcionário do Ministério da Saúde libanês.

"O número de mortos é de 154, incluindo 25 que ainda não foram identificados", disse o oficial, citado pela agência France Presse, adiantando ter "60 pessoas ainda desaparecidas".

Na sexta-feira o ministério da Saúde tinha avançado que pelo menos 120 das mais de 5.000 pessoas feridas na explosão de terça-feira ainda estavam em estado crítico.

A explosão no porto de Beirute foi causada por várias toneladas de nitrato de amónio, que estavam armazenadas seis anos num armazém "sem medidas de precaução", como reconheceu o próprio governo do Líbano.

Milhares de libaneses são esperados hoje numa manifestação em Beirute contra os líderes do país, que culpam pelo desastre.

O presidente libanês Michel Aoun rejeitou na sexta-feira qualquer investigação internacional sobre a explosão, acreditando que só diluiria a verdade.

Entretanto, cerca de 20 funcionários do porto e da alfândega foram presos, segundo fontes judiciais e de segurança, entre eles o diretor-geral da alfândega, Badri Daher, e o presidente do conselho de administração do porto, Hassan Koraytem.

Até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões, indicou o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

Na terça-feira, o Governo português disse não ter indicações de que haja cidadãos nacionais entre as vítimas.

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