Maioria dos suíços apoiaria proibição nacional da burca

Sondagem foi divulgada pela imprensa suíça

Uma sondagem revela hoje que uma larga maioria dos suíços apoiaria a proibição nacional da burca, veste usada por algumas mulheres muçulmanas, que cobre todo o corpo, incluindo o rosto.

A sondagem, divulgada por dois jornais suíços, o Matin Dimanche e o SonntagsZeitung, foi realizada a propósito de uma iniciativa impulsionada por Walter Wobmann, membro do partido União Democrática do Centro (UDC, direita), que já foi entregue formalmente no parlamento nacional, mas não deverá ser referendada antes de 2019.

Segundo a consulta, 76% dos suíços votariam em referendo "sem dúvida a favor" (16% dos inquiridos) ou "certamente a favor" (60%) da proibição da burca no país.

Ao contrário, apenas 20% votariam "seguramente contra" ou "possivelmente contra" a proibição.

Lançada em março de 2016 e titulada "Sim à proibição de esconder o rosto", a proposta de consulta popular promovida por Wobmann e por um comité que já conseguiu eliminar os minaretes das mesquitas no país, foi entregue no parlamento em outubro, com o número 'à justa' de 105.553 assinaturas válidas.

A proposta ainda poderá ser alterada, já que, nesta fase, o único apoio político que recebeu foi mesmo da UDC, embora seja provável que o Partido Democrata Cristão (PDC) se incline para apoiar a proibição (uma sondagem interna no partido revelou que dois terços do seus deputados são favoráveis à medida).

Segundo o sítio noticioso suíço 24 Heures, um comité com representantes de sete partidos já foi criado pela combater a iniciativa, considerada um entrave à liberdade individual.

De acordo com a mesma sondagem divulgada hoje, realizada pelo instituto de sondagens Marketagent.com, que inquiriu 1.167 suíços em idade de votar, uma maioria (69%) iria até mais longe e proibiria igualmente o uso de véu por parte das meninas nas escolas, autorizando apenas um lenço sobre os cabelos.

Por outro lado, quase metade dos inquiridos apoiaria um reconhecimento estatal das comunidades islâmicas, desde que funcionem de forma democrática e transparente e pratiquem um islão moderado e moderno.

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