Ele ligou-lhe. Mãe de vítima dos supremacistas não atende Donald Trump

Susan Bro, mãe de Heather Hever, afirmou não ter qualquer interesse em falar com o presidente dos EUA após ouvir os comentários do presidente relacionados com as manifestações em Charlottesville

Susan Bro, mãe de Heather Heyer, a mulher que foi morta após ser atingida por um carro durante as manifestações em Charlottesville, afirmou que não tem qualquer interesse em falar com Donald Trump, ou com qualquer político.

Inicialmente Susan agradeceu as palavras de conforto relativas à tragédia enviadas pelo Presidente dos EUA mas, na quarta-feira, a mulher mudou de opinião após assistir aos comentários de Trump nos quais equiparava os protestantes com os supremacistas e culpava ambos os lados do protesto pela violência vivida durante as manifestações.

No programa televisivo Good Morning America, Susan foi questionada sobre se já tinha falado com o Presidente Donald Trump: "Não, não falei e não vou falar. Não atendo as suas chamadas. A primeira foi durante o funeral, depois recebi mais três dos assessores de imprensa."

"Entendo que o Presidente Trump queira falar comigo, já me foi dito pela sua secretária e por mais algumas pessoas. Não é que eu esteja a ser insensível, mas não tenho interesse em falar com políticos apenas para os ouvir dizer 'lamento muito'", afirmou Susan em declarações no programa televisivo Good Morning America, citadas pelo jornal The Guardian .

"Ouvi-o (Trump) dizer que o assassinato da minha filha era uma consequência de tornar a América grande", acrescentou Susan, "O sangue nas ruas é o que faz a América grande? Atacar inocentes com um veiculo, é isso que faz a América grande?"

Susan afirmou ainda que a filha apenas fazia parte de um grupo que se impostava com os protestos, realçando que as palavras de Trump dificilmente serão perdoadas.

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