Libertados 126 reféns em hotel no Burkina Faso

Segundo as forças de segurança, houve pelo menos 22 mortos. Ministro do Interior revelou que um segundo ataque está a decorrer

As forças de segurança do Burkina Faso encerraram o cerco a um hotel em Ouadagoudou e libertaram 126 pessoas, disse o ministro do Interior, sublinhando ainda que um outro ataque que está ocorrer num segundo hotel na região.

"Cento e vinte e seis pessoas, das quais 33 feridas, foram libertadas. Três 'jihadistas', um árabe e dois africanos, foram mortos", afirmou o ministro do Interior do Burkina Faso, Simon Comparoe.

"Os ataques ao hotel Splendid e ao café-restaurante Cappucino (que fica em frente ao hotel) acabaram. Mas um outro ataque está em curso no hotel Ybi", situado ao lado do Cappuccino, disse o ministro.

Uma fonte das forças de segurança informou que houve, pelo menos, 22 mortos neste ataque ao hotel Splendid e ao café restaurante Cappuccino, populares entre os estrangeiros e funcionários da ONU no local. O ataque foi reivindicado pela Al-Qaida do Magrebe Islâmico (AQMI), através de combatentes do grupo Al-Murabitun, liderados pelo histórico 'jihadista' argelino Mokhtar Belmokhtar.

Três ou quatro atacantes, que segundo testemunhas usavam máscaras, entraram no hotel de quatro estrelas com 148 quartos localizado no bairro financeiro de Ouagadougou, depois de pelo menos dois carros terem explodido no exterior às 19.30 de sexta-feira.

Dezenas de soldados franceses viajaram do Mali para auxiliar as forças locais no resgate dos reféns. Militares norte-americanos prestaram apoio às forças francesas.

Estes ataques ocorrem menos de dois meses depois de os jihadistas atacarem o Radisson Blu Hotel em Bamako, capital do Mali, fazendo 20 mortos (14 deles estrangeiros).

J?á este sábado,o Presidente da França, François Hollande, condenou os ataques em Ouagadougou.

Num comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, manifestou o seu apoio ao povo e ao Presidente do Burkina Faso, Christian Kaboré, e lembrou que as forças francesas estão a colaborar com o país.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG