"Liberlândia vai ter moeda virtual este ano"

Em entrevista, presidente do pequeno país explica o que tem de fazer quem quer ser cidadão

Como surgiu a ideia de criar a Liberlândia?

Eu e mais um grupo de pessoas sentimos que não pertencíamos a lugar nenhum e quisemos criar o país mais livre do mundo, onde as pessoas possam viver sem a interferência de um governo. Um país que adote as melhores práticas de governação do passado com as tecnologias descentralizadas de governação do futuro. Escolhemos de propósito o dia 13 de abril por ser o aniversário de Thomas Jefferson. Foi graças às suas medidas que os EUA foram o país mais livre do mundo durante muitos anos, até à criação da Reserva Federal no início do século passado.

O que é preciso fazer para ser cidadão?

Basta preencher um formulário e apresentar propostas que possam beneficiar o desenvolvimento do país. Pode ser algo tão simples como representar a Liberlândia no respetivo país de origem ou ajudar-nos com questões legais. Temos agora uma nova aplicação móvel na qual é possível fazer pedidos de residência. E o grande acontecimento este ano será o lançamento de uma moeda virtual, anónima. Queremos ser um smart country.

Como se chega à Liberlândia?

A forma mais fácil de chegar é de barco, partindo de Apatin, na Sérvia.

Quantas pessoas lá vivem?

Ainda são poucas e vivem em barcos-casa. Eu vivo um pouco por todo o mundo mas quando passo tempo na Liberlân-dia também fico num barco. Daqui a algumas semanas vai abrir um barco-restaurante. Há algumas semanas recebemos cerca de 50 pessoas de todo o mundo, que vieram conhecer o país. Empreende-dores, diplomatas... Já temos a nossa própria equipa de xadrez, que vai reunir-se no verão. E temos uma marca de vinho e outra de cerveja. São investimentos privados e estão a correr bem.

Quantos países reconhecem a Liberlândia?

Temos representantes em mais de 80 países nos cinco continentes, mas o nosso passaporte dá acesso a poucos países.

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