Juíza italiana liberta capitã alemã que recolheu do mar 42 migrantes

Autoridades italianas detiveram Carola Rackete, mas juíza Alessandra Vella não validou a prisão, considerando que a atitude da capitã do barco Sea Watch 3 se justificou para "cumprir uma missão".

Carola Rackete saiu hoje em liberdade do tribunal de instrução de Agrigento. A juíza Alessandra Vella, que ficou encarregue do caso, não validou a prisão efetuada pelas autoridades italianas na sexta-feira à noite.

A comandante alemã foi detida após ter forçado o desembarque de 42 migrantes que tinham sido resgatados pelo barco Sea Watch 3 pertencente a uma ONG alemã.

Os migrantes, resgatados em frente às águas líbias, desembarcaram no cais de Lampedusa, na sexta-feira, ignorando a proibição das autoridades italianas. A capitã Carola ignorou a ordem e foi colocada em prisão domiciliária.

A juíza investigadora de Agrigento não validou a sua prisão, excluindo o crime de resistência e violência a um navio de guerra e acreditando que o crime de resistência a um funcionário público era justificado "para cumprir um dever", o de salvar vidas no mar.

O pedido de proibição de residência na província de Agrigento e, portanto, no porto de Lampedusa também foi rejeitado porque, segundo a juíza de instrução, a escolha de Carola para atracar em Lampedusa não foi fundamental, mas obrigatória, já que portos na Líbia e na Tunísia não eram considerados refúgios seguros.

O capitão pode, portanto, retornar ao leme. Embora o Sea Watch 3 ainda esteja em sequestro por enquanto.

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