Juiz aprova extradição de El Chapo para os EUA

A promessa do presidente Enrique Peña Nieto de enviar o barão da droga para ser julgado nos EUA pode cumprir-se em breve

Um tribunal mexicano decidiu esta segunda-feira que o narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzman pode ser extraditado para ser julgado por acusações nos Estados Unidos da América, anunciou a autoridade federal dos tribunais do país. Há poucos dias, o narcotraficante e barão da droga conhecido como El Chapo tinha sido transferido para uma prisão na fronteira com os EUA.

Sábado de manhã, Guzman foi transferido para uma prisão de alta segurança em Ciudad Juarez, na fronteira norte-americana, e uma fonte mexicana disse à agência Reuters que a extradição deveria acontecer até junho.

Guzman, líder do poderoso Cartel de Sinaloa, foi o narcotraficante mais procurado do mundo durante vários anos, até ter sido capturado pelos fuzileiros mexicanos em fevereiro de 2014. Pouco mais de um ano depois, envergonhou o governo ao fugir da prisão através de um túnel, em julho de 2015. Voltou a ser detido em janeiro, e o presidente mexicano Enrique Peña Nieto anunciou pouco depois que queria assegurar-se de que o narcotraficante era extraditado para os Estados Unidos o mais depressa possível.

El Chapo enfrenta acusações desde branqueamento de capitais até ao narcotráfico, rapto e homicídio em cidades como Chicago, Miami e Nova Iorque.

Juan Pablo Badillo, um dos advogados de Guzman, disse aos jornalistas que a situação legal do seu cliente ainda estava a ser processada, e que extraditá-lo neste momento seria uma violação de direitos humanos. Badillo acrescentou que tinha nove recursos pendentes contra a extradição de Guzman.

Fontes do governo disseram à agência Reuters, no entanto, que a decisão de extraditar o barão da droga é principalmente política e depende do presidente, e não do sistema judicial.

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