Juan Guaidó já está na Colômbia e viola proibição do Supremo venezuelano

O autoproclamado presidente interino da Venezuela está em Cúcuta e arrisca-se a ser impedido de entrar na Venezuela ou até a ser detido, por ter cometido um ato formalmente ilegal

Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, já chegou a Cúcuta, na Colômbia, para assistir ao "Venezuela Live Aid", um concerto que pretende angariar fundos para a ajuda humanitára aos venezuelanos, avança a agência EFE.

Com esta viagem, Guaidó arrisca que a reentrada em território venezuelano lhe seja negada, ou até mesmo a ser preso, devido à proibição de viajar imposta pelo Supremo Tribunal da Venezuela.

Segundo a Reuters, Guaidó chegou acompanhado do presidente da Colômbia, Ivan Duque, ao concerto que pretende angariar 100 milhões de dólares (88 milhões de euros) para intervir na Venezuela. O presidente interino venezuelano pretende que amanhã entrem no país toneladas de produtos para combater a crise humanitária do país, algo que Nicolás Maduro está a impedir.

A 300 metros do Live Aid Venezuela, que é organizado pelo multimilionário britânico Richard Branson, acontece um festival, que deverá durar três dias, organizado por Nicolás Maduro, já dentro de território venezuelano.

Esta sexta-feira, no início da manhã venezuelana, militares abriram fogo sobre civis junto da fronteira com o Brasil, matando duas pessoas. Os voluntários estavam a tentar manter a fronteira aberta, para permitir a entrada de ajuda humanitária. Maduro, ordenou na quinta-feira o fecho da fronteira e, este sábado, em vários pontos da fronteira venezuelana, existiram operações para tentar entrar com medicamentos e alimentos, decretadas por Juan Guaidó (reconhecido por 50 países, entre os quais EUA e Portugal).

No Twitter, Juan Guaidó reagiu ao incidente, falando diretamente para os soldados. "Decidam de que lado estão nesta hora decisiva. A todos os militares: entre hoje e amanhã vão definir como querem ser lembrados. Sabemos que estão com o povo, já nos deixaram isso muito claro. Amanhã podem demonstrá-lo".

A reação da administração Trump também surgiu rapidamente, através de um porta-voz do Departamento de Justiça: "Os EUA condenam os assassinatos, ataques, e as centenas de detenções arbitrárias que aconteceram na Venezuela. Estamos com as famílias das vítimas a pedir justiça e responsabilização".

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