Jovem australiano declara-se culpado de planear atentados em Sydney

A Austrália aprovou uma série de leis antiterroristas para evitar que se cometam ações violentas no país, tendo as autoridades impedido já 13 atentados e detido 70 pessoas em 31 intervenções

Um australiano, de 20 anos, declarou-se esta segunda-feira culpado de planear atentados em Sydney, diante do Supremo Tribunal, noticiaram os meios de comunicação locais.

A defesa requereu ao tribunal que adiasse a leitura da sentença até ao início do próximo ano para que o jovem, identificado como Tamim Khaja, tenha possibilidade de frequentar um curso com vista a reabilitar-se da radicalização.

"A ideia de que uma pessoa possa reabilitar-se destas ideias de zelo religioso carece de certa justificação (...). É realmente preocupante quando uma pessoa está convencida de uma filosofia até ao ponto de considerar que justifica um massacre", afirmou o juiz Desmond Fagan, segundo a televisão australiana.

O magistrado decidiu adiar a leitura da sentença até fevereiro.

Tamim Khaja, que tinha tentado viajar para a Síria para se juntar ao grupo extremista Estado Islâmico (EI), foi detido por membros da unidade antiterrorista australiana num parque de estacionamento de Sydney, em maio do ano passado.

De acordo com a acusação, o jovem procurava, aquando da detenção, assistência ou informação para perpetrar atentados com muitas vítimas, uma bandeira do EI, armas e um colete semelhante aos que são utilizados pelos bombistas suicidas.

A Austrália elevou o alerta terrorista em setembro de 2014 e aprovou uma série de leis antiterroristas para evitar que se cometam ações violentas no país.

Desde então, foi palco de quatro atentados, tendo as autoridades australianas frustrado outros 13 e detido 70 pessoas em 31 intervenções.

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