Turquia congratula-se com votação na ONU

"Com grande satisfação congratulamo-nos com a decisão da Assembleia-geral das Nações Unidas pois trata-se de uma resolução histórica sobre Jerusalém", escreveu Erdogan

O Governo turco congratulou-se esta quinta-feira com a ONU por ter exigido aos EUA que retrocedesse na decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e que não transferisse a embaixada para esta cidade.

"Com grande satisfação congratulamo-nos com a decisão da Assembleia-geral das Nações Unidas pois trata-se de uma resolução histórica sobre Jerusalém", escreveu o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, na sua conta da rede social Twitter.

"Esperamos que o Governo de Trump reconheça quanto antes a sua infeliz decisão, cuja ilegalidade ficou mais patente com a decisão da Assembleia-geral da ONU", salientou.

Na mensagem em turco, inglês e árabe, Erdogan disse ainda que em seu nome e no do seu país, dava "graças a todos os que apoiaram a causa palestiniana e Jerusalém".

Também o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, segundo a agência turca Anadolu congratulou-se com a resolução tomada que, disse, "abre uma nova oportunidade para a paz na região e para Jerusalém".

A Assembleia-geral da ONU aprovou hoje uma resolução, sem caráter vinculativo, proposta pelo Iémen e pela Turquia, em nome de um grupo de países árabes e da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), e que condenou o reconhecimento dos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel.

Um grupo de 128 países votou a favor da resolução, nove contra (EUA, Israel, Guatemala, Honduras, Togo, Micronésia, Nauru, Palau e as ilhas Marshall) e 35 optaram pela abstenção.

Entre os países que se abstiveram constam o Canadá, o México, a Argentina, mas também Estados-membros da União Europeia (UE), como foi o caso da Polónia, Hungria e da República Checa.

Com base nos números divulgados, a votação contou com a participação de 172 dos 193 países que integram a Assembleia-geral da ONU.

Nos últimos dias, os EUA exerceram uma forte pressão para travar a aprovação desta resolução.

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