Mais de 10 mil jordanos manifestam-se contra decisão de Trump

"Não às bases norte-americanas em solo jordano!", podia ler-se num dos cartazes

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se esta sexta-feira na Jordânia em protesto contra a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e mudar a embaixada para essa cidade, informaram ativistas jordanos.

A agência espanhola EFE constatou que mais de 10 mil cidadãos participaram numa manifestação em frente à Grande Mesquita de Hussein, no centro de Amã, na qual gritaram palavras de ordem e exibiram cartazes com dizeres a acusar os Estados Unidos de fazerem "parte da agressão sionista na Palestina".

"Não às bases norte-americanas em solo jordano!", podia ler-se num dos cartazes.

Paralelamente, centenas de jordanos continuam a manifestar-se em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Amã. Devido ao protesto, a embaixada suspendeu a atividade até nova ordem.

Os manifestantes jordanos também pediram a abolição do tratado de paz de 1994 com Israel e a anulação do acordo para importar gás de Israel, no valor de 10 mil milhões de dólares.

A Jordânia assinou um tratado de paz com Israel em 1994 mediante o qual retém a guarda dos lugares santos muçulmanos e cristãos de Jerusalém Oriental, território que estava sob soberania jordana quando Israel ocupou a cidade na Guerra dos Seis Dias de 1967.

Os líderes religiosos jordanos apelaram hoje - sexta-feira, dia da oração mais importante da semana religiosa muçulmana - às nações árabes e islâmicas para que melhorem as capacidades militares, económicas e políticas, porque isso constitui a "única forma de libertar Jerusalém" da "entidade sionista" apoiada pelos Estados Unidos.

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