Japão tenta convencer os jovens a votar com bonecos

Desenhos animados, mascotes "fofinhas" e até concursos de modelos são armas de propaganda política para as eleições do próximo fim de semana

O Japão tem eleições para a câmara alta do Parlamento no próximo domingo, um escrutínio trianual que este ano está a ser considerado pouco excitante: os candidatos são os mesmos, as lideranças partidárias mantêm-se e os programas políticos pouco ou mesmo nada têm de novo.

Para agravar o desinteresse, é sabido de antemão que os resultados eleitorais não terão efeitos na capacidade legislativa da maioria que suporta o governo de Shinzo Abe, uma coligação do Partido Democrático Liberal com o Komeito que tem mais de dois terços dos lugares na câmara baixa - e constitucionalmente tem poder para revogar qualquer decisão da câmara alta.

Neste contexto, não será de estranhar uma grande abstenção por parte do eleitorado, em especial o mais jovem que, tradicionalmente, já é pouco ativo politicamente.

Entram então as máquinas de propaganda partidária a funcionar, inventando formas de comunicação que, supostamente, são eficazes perante os eleitores que votam pela primeira vez.

Uma reportagem do Wall Street Journal, que pode ver abaixo, relata como os partidos criaram desenhos animados - um deles conta a história de uma moça que decide votar porque está apaixonada por um belo rapaz... - fazem concursos de modelos ou usam como mascote um grão de arroz sorridente (!) nas ações de campanha.

Até parece que os japoneses podem votar logo aos 8 anos... Mas não. Lá, como cá, esse direito adquire-se aos 18. E os jovens ouvidos pelo WSJ queixam-se é de falta de informação útil e do facto de os políticos a eleger serem demasiado velhos. A julgar pela falta de jeito que demonstram em se dar com os mais novos, são capazes de ter razão...

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