Japão. Projeções dão vitória à coligação do primeiro-ministro Shinzo Abe

"Acredito que o povo escolheu a estabilidade política, exortando-nos a seguir as nossas políticas e a realizar a diplomacia para proteger os interesses nacionais do Japão", afirmou o atual chefe de governo

As primeiras projeções à boca das urnas apontam que a coligação política do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, terá assegurado a maioria dos assentos parlamentares que estavam em jogo nas eleições legislativas parciais realizadas este domingo naquele país.

Shinzo Abe já reagiu às projeções, afirmando que os dados refletem um mandato público para as políticas do seu Governo.

"Acredito que o povo escolheu a estabilidade política, exortando-nos a seguir as nossas políticas e a realizar a diplomacia para proteger os interesses nacionais do Japão", afirmou o político.

As eleições foram convocadas para eleger metade dos parlamentares que compõem o Senado, a câmara alta do Parlamento (Dieta) nipónico. A restante composição será eleita num escrutínio agendado para 2022.

Dos 124 lugares que foram hoje a votos, 63 terão sido conquistados pelo conservador Partido Liberal Democrático, de Shinzo Abe, e pelo seu aliado político, Komeito, segundo as primeiras projeções divulgadas pela agência noticiosa Kyodo e pelo diário Asahi.

Tal resultado irá permitir à coligação governamental ocupar 130 dos 245 lugares que compõem o Senado nipónico e assim revalidar a sua ampla maioria neste órgão legislativo, segundo outra projeção avançada pela estação estatal japonesa NHK.

Os resultados oficiais finais serão anunciados na segunda-feira, segundo as agências internacionais.

As eleições de hoje estavam a ser encaradas como um barómetro do apoio público ao Governo de Shinzo Abe, que está no poder há seis anos e meio e está prestes a tornar-se num dos líderes políticos japoneses há mais tempo no executivo.

Um novo aumento do imposto sobre o consumo, previsto para outubro próximo, a reforma do artigo pacifista da Constituição japonesa, com o intuito de dar mais poderes ao exército nipónico, e a sustentabilidade do sistema nacional de pensões, foram alguns dos assuntos que dominaram a campanha eleitoral.

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