Israel. Netanyahu diz-se disposto a renunciar no próximo ano

Primeiro-ministro israelita propõe dividir o mandato com o Partido Azul e Branco, mas este já veio rejeitar a sugestão.

O primeiro-ministro de Israel disse este sábado estar pronto a renunciar ao mandato no próximo ano, como parte de um acordo de partilha de poder, para conduzir o país na fase de pandemia da covid-19 e encerrar um impasse político. Benjamin Netanyahu fez a proposta durante uma entrevista na televisão nacional, pedindo a formação de um governo de unidade e de "emergência" durante três anos com o rival Partido Azul e Branco, que já rejeitou a sugestão.

Netanyahu disse que continuaria como primeiro-ministro durante ano e meio e permitiria que o líder do Partido Azul e Branco, Benny Gantz, assumisse o cargo por um segundo mandato de ano e meio, a partir de setembro de 2021.

Yair Lapid, co-líder do Partido Azul e Branco (que foi chamado pelo presidente israelita a formar governo), recusou a oferta de Netanyahu, dizendo que esta não era sincera. "Na próxima semana, escolheremos um novo presidente do parlamento e trabalharemos para combater o novo coronavírus pelo bem do povo", disse. Israel está a enfrentar uma ameaça crescente da pandemia provocada pelo novo coronavírus, tendo sido detetados quase 900 casos positivos e uma morte, ocorrida na sexta-feira.

Com grande parte dos cidadãos confinados em casa, a economia parece estar em perigo, com dezenas de milhares de pessoas a perder os empregos.

O Partido Azul e Branco acusa Netanyahu de usar a crise provocada pelo novo coronavírus para minar as instituições democráticas do país e tentar interferir no seu julgamento já agendado - e que foi adiado devido ao surto de coronavírus - no qual é acusado de corrupção.

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