Violência faz 121 mortos e 1300 feridos em abril

Protestos contra o governo do presidente Daniel Ortega duram há quase 50 dias.

Um total de 121 pessoas foram mortas e cerca de 1300 feridas na Nicarágua devido a confrontos nas várias manifestações realizadas em abril contra o Governo do presidente Daniel Ortega, anunciou segunda-feira uma organização não governamental local.

A este número juntam-se os 10 mortos registados nos últimos dias após confrontos violentos entre manifestantes e polícias em Masaya, no sul do país, segundo o Centro Nicaraguense dos Direitos do Homem (Cenidh).

O papa Francisco manifestou domingo a sua dor pelos atos violentos que ocorrem na Nicarágua como resultado da crise sociopolítica e apelou a que se retome o diálogo, se respeite a liberdade e a vida das pessoas.

O papa disse que reza "pelas vítimas [da violência na Nicarágua] e pelas suas famílias" e afirmou que "a igreja é sempre partidária do diálogo", pelo que pediu "um compromisso ativo para se respeitar a liberdade e a vida".

A Nicarágua vive desde há quase 50 dias uma crise sociopolítica, a mais sangrenta desde os anos 80.

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