Vinhos da Madeira do século XVIII encontrados em adega de museu nos EUA

Museu põe a hipótese de abrir uma das garrafas quando o presidente de Portugal o visitar

Foram encontrados vinhos da Madeira raros e com mais de dois séculos num museu em Nova Jérsia, naquela que é a coleção mais antiga de vinhos madeirenses achada nos Estados Unidos. Entre as mais de 50 garrafas e 42 garrafões no Liberty Hall Museum estavam vinhos da Madeira do ano de 1769.

A adega está agora aberta ao público neste museu. John Kean, presidente do Liberty Hall Museum, disse que uma das garrafas de vinho com centenas de anos poderá ser aberta quando o presidente de Portugal visitar este museu.

Os vinhos foram encontrados dentro de uma caixa de madeira e por trás de uma parede, construída durante o período da Lei Seca nos Estados Unidos. Entre 1920 e 1933 o consumo, fabrico e venda de álcool era proibido.

"Não tínhamos ideia de que estas garrafas antigas estariam aqui", disse Kean, presidente do Liberty Hall Museum. "Sabíamos que haveria vinho, mas não tínhamos ideia das datas [de produção]. Foi uma grande surpresa", continuou, citado pela CNN.

Historiadores e funcionários do museu estavam a renovar o edifício, que foi a casa do primeiro governador de Nova Jérsia, William Livingston. Quando iam restaurar a adega dos vinhos, os historiadores encontraram a estrutura de madeira e a parede construídas durante a lei seca.

"Primeiro tínhamos de deitar a parede abaixo" contou Bill Schroh, diretor de operações do museu. Na parte de baixo da adega, "encontramos esta coleção incrível de [vinhos da] Madeira".

Durante os seis meses de renovação do espaço foram encontrados mais garrafões de vinho enterrados sob palha.

Algumas das garrafas foram criadas para Robert Lenox, um milionário e colecionador de vinho de Nova Iorque que morreu em 1839.

Bill Schroh contou que o vinho da Madeira era a "bebida de eleição dos cavalheiros do século XVIII porque era fácil de transportar de navio e durava".

Uma sommelier de Nova Iorque confirmou que os vinhos ainda estão aptos para consumo. O vinho "é quase indestrutível pela forma como o fazem e do processo de fermentação", disse Kara Joseph.

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