Veterinário colombiano acusado de usar cachorros como correios de droga

Animais foram enviados para os Estados Unidos juntamente com os contrabandistas, que esperavam ter o caminho facilitado na alfândega

Um tribunal de Brooklyn, em Nova Iorque, começou esta semana a julgar um veterinário colombiano acusado de tráfico de droga. Andres Lopes Elorez, de 38 anos, é acusado de tentar fazer entrar heroína no estado líquido nos Estados Unidos, através de saquetas implantadas na barriga de cachorros.

Elorez declarou-se inocente, segundo adiantou o New York Times.

O caso remonta a 2005: o veterinário é suspeito de participar em esquemas de transporte de drogas para território norte-americano, usando cachorros. O veterinário foi preso em Pontevedra, Espanha, em 2015, e só agora extraditado para os Estados Unidos.

Os cachorros, de raça, foram enviados para os Estados Unidos juntamente com os contrabandistas, com a droga implantada na barriga, de forma cirúrgica, para enganar as autoridades.

Dos cães, um Rottweiler foi adotado pela polícia colombiana e um Basset Hound foi adotado por um agente, mas nem todos tiveram a mesma sorte: cinco fugiram e três morreram de infeções ligadas à cirurgia. Não se sabe se o esquema tinha sido usado anteriormente com sucesso.

Num comunicado, Richard Donoghue, procurador do Distrito Leste de Nova Iorque, disse que "os cães são os melhores amigos do homem, e como o réu está prestes a aprender, nós somos os piores inimigos dos traficantes de drogas".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.