Reconhecer assinatura com impressão digital para pedir saída de Maduro

O Conselho Nacional Eleitoral recebeu cerca de um milhão e 300 mil assinaturas para avançar com referendo para destituir presidente venezuelano

As autoridades eleitorais venezuelanas anunciaram na quinta-feira que os signatários do pedido de um referendo para destituir o Presidente Nicolás Maduro devem validar a sua assinatura pessoalmente e com a impressão digital.

Segundo disse o reitor do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), "cerca de 1.352.000 registos foram validados" e seguem-se agora "as etapas de exclusão e validação", que se realizarão entre 20 e 24 de junho.

Luís Emílio Rondón afirmou que os venezuelanos que viram as suas assinaturas validadas "nesta fase de revisão devem passar pelos escritórios regionais do CNE para a leitura das impressões digitais através do sistema biométrico", de forma a haver "validação dos registos".

A presidente do CNE, Tibisay Lucena, dará hoje uma conferência de imprensa para explicar os pormenores do processo.

A oposição venezuelana entregou quase dois milhões de assinaturas ao CNE "manifestando a vontade" de submeter a revogação do mandato do Presidente a referendo. No entanto, eram apenas necessárias aproximadamente 200 mil assinaturas (1% dos eleitores).

Uma vez validadas estas assinaturas, com as respetivas impressões digitais, inicia-se outra etapa, em que a oposição terá de recolher e validar as assinaturas de 20% dos eleitores.

A oposição quer realizar o "referendo revogatório" ainda em 2016 e tem acusado o CNE de atrasar a calendarização das diferentes etapas do processo.

Se o referendo se realizar até 10 de janeiro de 2017 deverão ser convocadas novas eleições presidenciais, segundo a legislação venezuelana. Se o referendo for convocado para depois dessa data, o vice-presidente da Venezuela assumirá os destinos do país até 2019, quando termina o atual mandato presidencial.

Simpatizantes de Nicolás Maduro e ministros do seu Governo têm insistido que será impossível realizar o referendo ainda em 2016.

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