Portugueses e lusodescendentes libertados na Venezuela

Os 34 gerentes das duas redes de supermercados de portuguesa ficarão a aguardar o desenrolar do caso em liberdade, sujeitos a apresentações periódicas, disseram à Lusa fontes das empresas.

Os 34 detidos hoje libertados, uma dezena dos quais portugueses e lusodescendentes, são acusados pelas autoridades venezuelanas de boicote económica, com açambarcamento de produtos e incumprimento dos preços máximos de venda ao público de produtos básicos.

Os gerentes, que estão acusados também de não terem à venda nas prateleiras bens essenciais, como carne, frango, arroz ou massa, ficam agora sujeitos a apresentações periódicas junto das autoridades, de acordo com a mesma fonte.

Na segunda-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, reuniu-se com o seu homólogo venezuelano, Jorge Arreaza, tendo discutido a situação dos detidos.

Foi uma conversa muito dura. Não foi um encontro diplomático normal. Pedi o acesso imediato aos detidos por partes das autoridades consulares e da nossa representação diplomática em Caracas", disse nesse dia aos jornalistas, em Nova Iorque, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, depois de terminar o encontro com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela.

Agendados para hoje, na Assembleia Geral da ONU, estão os discursos dos presidentes de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa e da Venezuela Nicolás Maduro.

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