Marcelo e a Venezuela: "Felizmente, não suscita preocupações específicas quanto aos portugueses"

Presidente da República falou aos jornalistas no último dia da sua visita de Estado à China

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, subscreveu tudo o que disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, sobre a situação da Venezuela, congratulando-se por não haver "preocupações específicas quanto aos portugueses".

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre como está a acompanhar situação na Venezuela e, em particular, dos portugueses que lá residem durante uma conferência de imprensa de balanço da sua visita de Estado à República Popular da China, no Consulado-geral de Macau.

O chefe de Estado remeteu para as declarações feitas por Augusto Santos Silva, que estava sentado ao seu lado: "Tudo o que o senhor ministro disse ontem [terça-feira], como é natural, representa tudo o que eu poderia dizer hoje, exatamente. E mais, tudo o que o senhor ministro disse ontem mantém atualidade hoje".

Depois, referiu apenas que "felizmente" a situação "não suscita preocupações específicas quanto aos portugueses" e nada mais acrescentou, voltando a remeter a questão para o chefe da diplomacia portuguesa: "O senhor ministro dirá".

Na terça-feira, Augusto Santos Silva afirmou que não há portugueses com a sua segurança em perigo na Venezuela, segundo as últimas informações que recebeu da Embaixada de Portugal em Caracas.

"Quero dar conta das últimas informações que recebi da nossa embaixada em Caracas. Este é o momento, é o princípio da tarde na Venezuela e, começando pelas boas notícias, nós não temos informação nenhuma relativa a qualquer português ou portuguesa que tenha sido vítima de qualquer ato que pusesse em perigo a sua segurança", declarou o ministro aos jornalistas, em Macau.

Exclusivos

Premium

Líderes europeus

As divisões da Europa 30 anos após o fim da Cortina de Ferro

Angela Merkel reuniu-se com Viktor Orbán, Emmanuel Macron com Vladimir Putin. Nos próximos dias, um e outro receberão Boris Johnson. E Matteo Salvini tenta assalto ao poder, enquanto alimenta a crise do navio da ONG Open Arms, com 107 migrantes a bordo, com a Espanha de Pedro Sánchez. No meio disto tudo prepara-se a cimeira do G7 em Biarritz. E assinala-se os 30 anos do princípio do fim da Cortina de Ferro.