Cuba envia 500 médicos para Caracas

A cooperação entre Havana e Caracas, no âmbito da saúde, já levou à Venezuela 140 mil médicos e técnicos.

O Governo de Cuba vai reforçar a cooperação bilateral com a Venezuela, em matéria de saúde, com o envio de 500 médicos para Caracas, avança hoje o diário Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba.

Segundo o diário, são médicos especializados em "Medicina Geral Integral, cubanos, que apoiarão a direção e assistência em instituições de base, como resposta ao plano aprovado pelo Presidente Nicolás Maduro (venezuelano), durante o 1.º Congresso Revolucionário da Saúde".

"Marca o aperfeiçoamento do trabalho da nossa Missão Médica (programa governamental), que, com o reforço destes 500 médicos completará, em dezembro (de 2018) 21.700 integrantes, entre médicos e colaboradores de outros perfis", explica.

Segundo o Granma, a cooperação entre Havana e Caracas, em matéria de saúde, já levou à Venezuela 140 mil médicos e técnicos, entre eles médicos que atenderam em consultórios populares e Centros de Diagnóstico Integral venezuelanos.

O propósito, segundo Fernando González, chefe da missão médica cubana, é fortalecer o trabalho para "construir o sistema sanitário idealizado pelos comandantes das nossas revoluções (Fidel Castro e Hugo Chávez, já falecidos)", que em 2003 criaram o programa social "Misión Barrio Adentro" (Missão dentro do Bairro), com serviços gratuitos em bairros populares venezuelanos.

"A saúde pública é uma prioridade e um baluarte da revolução bolivariana que vamos defender junto do povo", frisou.

A nova missão de médicos cubanos servirá essencialmente os estados venezuelanos de Arágua, Amazonas e Miranda.

Segundo a imprensa venezuelana, entre 2011 e 2015 Cuba recebeu de Caracas 10.306 milhões de euros por conceito de serviços profissionais prestados por médicos cubanos na Venezuela.

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